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quinta-feira, 22 de março de 2012

Palavras privadas ou o abstrato continuo

oráculo
o.rá.cu.lo
sm (lat oraculu1 Resposta dada por uma divindade a quem a consultava. 2 A própria divindade que respondia. 3 Lugar onde se davam os oráculos. 4 Profecia, revelação. 5 Palavra inspirada e infalível. 6 Decisão infalível. 7 Pessoa cujo conselho tem grande autoridade. 8 Palavra infalível ou que tem grande autoridade.


Rispidez. 
Ciúme.
O cume dos meus obstáculos.
Sabe quando você se sente marionete?
Sabe quando você sente aquele riso de deboche em sua direção?
Sabe quando você vê o que não existe e sofre?
Eis a dúvida
Eis a escolha
Eu preciso mesmo ficar aqui?

Internatum*

Ela sentou. E ficou imóvel. Não havia mensagem nenhuma naquele estado imóvel. Só o cheiro de terra. Comum, pensou.
Suas idéias relatavam enredos ilusórios. Nada real. Nada inteligente. E o cheiro da terra lembrava que não havia mais tempo a desperdiçar. Mas o que seria desperdício nesse momento?
O sonho constante é um estado maldito. 
Estavelmente degradante.
No submundo da minha alma, uma cidade pequena e simples, sem espaço pra menininhas soberbas muito menos para  homens subversivos sexualmente. Os ego-defeitos estavam espalhados nas minhas narinas e eu sem saber como lidar gritava por socorro...imprudentemente.
Relatavam que ali havia riqueza de espiritualidade.
E o médium local tinha algo a dizer-me.
Porque eu fui me apaixonar?
Essa era a pergunta...e a resposta nem os céus estariam prontos a dedicar-me.
Sentia-me com um pouco mais de 15 anos. Em idade humana.
Eu estava ali pra curar-me. Aquele universo, no entanto, me remetia mais dor. Lembrava do túnel que estive caminhando. Se eu vim pra descobrir que nunca fui o alvo, o mistério apenas se fez mais mudo. Em caracol minha cabeça fervia e algo me dizia que não merecia nada de bom. Quando tudo ia acabar com um punhal na garganta senti que estava faltando EU ali.
D E U S!
   E U não estou só. 
   Vi a natureza do pecado. Uns tem de um jeito e outros de outro. Não sei se preciso ser mais libertina...ou liberta. Afinal o que é o pecado?

* do latim - entre o

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

De um jeito ou de outro...é importante viver pra viver!

Principalmente hoje olhava-se tudo com outros olhos
Olhos famintos de coisas magnificamente boas
Com um gesto natural pode-se quebrar o encanto
A calma habita um tempo imóvel e mutavelmente lento
Aquela faceta que se mostra tão distante...
Talvez esteja mais perto do que se imagina
Não compete ao próximo dirigir seu julgamento ao que não lhe diz respeito
Mas compete a todos dar as mãos de novo
Um avo pode ser maioria
Se for sincero é memorável
Dono da verdade só Deus
Mas alguns querem ensinar a Ele como fazer
A vida surpreende sempre
E com isso ensino aos meus que mereço tanto respeito quanto os de fora
Com punhos cerrados sente a força da alma
Mas a força mesmo está na calma, na paciência
Com os problemas e com a vida
Que é o enlace para a vitória
A vitória que sua vida pede
Que o amor semeia
E que a alma implora

Simples é o amor

simples

Simplicidade neste momento apurado
Apurado por ser especial
Especial por ser simples
Sentidos contrários nos fazem sentir o sentido
Sentido da vida é só o amor
Pelo próximo e ainda mais por si mesmo
Para dar amor aos que choram
E receber de si mesmo.
Constelações dirigem o futuro de todos
E as preces definem os sonhos
Um presságio agora seria muita loucura
Afinal, o futuro é uma pintura aleatória
Cada sentimento bom me aparece como milagre
No meio desse terremoto de almas
Vendo minha casa a troco de paz
E um dia inteiro com você.
O preço é invisível a olho-nu.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Uma luz no fim do tunel...

Apesar, de tantos acontecimentos de tórrido terror que o ser humano é capaz, crimes, violência e barbáries do mais terrível calão, vejo alguns seres com a energia tão "sobrevida" que percebo que ainda há esperança.
***

Volto a dançar com a magia dos meus próprios pés, que esquecidos em algum canto deixei
Pro meu canto não há mais lugar pra você: lamentação, sua bruxa
Eu quero desenhar minha boca num sorriso!
Libertação do espirito
A morte caiu-me feito uma luva

Quando duvidei que era capaz,
Eu senti o verdadeiro inferno
Inferno no inverno dessas dores
Como dói ser infeliz

A cena descrita
Era meu verdadeiro funeral
A carne já gelada 
Gelada de tanto pessimismo 
De tanta doença psicossomática
Foi aí que a mais bela divindade
Abriu-me os olhos
E fitando-me disse
Pequena menina
Abra seu espirito 
Não se acostume com a infelicidade alheia
Não te enviei aqui pra isso
Agora acorda do teu próprio pesadelo
E o transforme em algo maior
Maior 
Do tamanho que a tua alma pode ter.

Fui.
Um dia quero dançar com Ele no meio da Lua.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O céu que eu vi.

Como ouvir um grito desesperado do seu próprio coração? Como traduzir isso para a vida?
Foi assim:
No quarto escuro, olhos semi cerrados, ela não queria pensar, mas os pensamentos estavam  num assédio intermitente. Resolvendo se render a eles, aconteceram muitas coisas, naquele escuro, naquele silêncio...
Ninguém viu, ninguém a vê. E ela pergunta: -Alguém?
Ela só tem escutado sua própria respiração. Achou que isso queria deixar tudo. Mas, como sempre, porque se preocupar consigo mesma?
Do outro lado do quarto há um menino que apareceu esses dias. Que quer tomá-la pra ele. E ela não sabe quem ele é. Ele tem um olhar grave. Eu não quero ir com ele...
***
Entristecer,
olhar os outros,
fechar o olhar, 
introspecção aditivada
alguns círculos viciosos
o centro do mundo
uma flor deixada para trás
uma pessoa terna
mas ao mesmo tempo má
a maldade está nele
como o universo está para o infinito
um canivete
rastros de sangue
acordo num susto
e vejo meu mundo 
agradeço com uma lágrima
o céu me convida
pra rezar
e eu questiono
-Ó Senhor
onde estava que não vi isso?

domingo, 14 de agosto de 2011

- Há sempre uma mensagem subliminar. - ele me disse
Respondi a ele com um sinal de cabeça, fitando-o como se fosse o único ponto existente.
E ele continuou: não ligue para os detalhes, pequena, você foi feita com pincel da essência...

E então eu acordei.

Sorrindo, a poesia que se escreve, ela traduz os caminhos mais desentendidos.
Por um momento declara-se ao acaso
Mas o acaso não é escrito para quem acredita em algo
Fé, moleque do pé de moleque
Uma medonha sensação transforma-se na alegria de estar
Comprei um algodão doce com gosto de infância
E anotei na tua cara de nada o mais doce sentimento
Desde aquele minuto achei que tua existência é o doce mais delicioso
Um presente de magia
Aliviando minha dor, teus olhos majestosos foram como um remédio
Deus, será que mereço tanto...
Virou personagem principal duma historia já projetada
Nesse céu há mais magia do que se possa imaginar
Qualquer coisa com imaginação
Fica bom!


terça-feira, 9 de agosto de 2011

O vulcão e a menina

Naquele dia sentia uma leve mudança no ar, não sabia ao certo o que estava acontecendo...no contextual cotidiano nada se alterava, mas era como algo subliminar devolvesse ao ar uma coisa que há tempo se esperava. Não sabia explicar nem quando, muito menos de onde vinha aquela atmosfera , aquela modificação ou alteração de sentimentos. Todavia, não estava nem um pouco preocupada se era uma mudança ou sentimento bom...ou ruim. Nada mais afetava minha maneira de objetivar minhas sensações. Eu não era mais nenhuma dívida ou dúvida. Tudo havia se transformado em dádivas cristalinas. Naquele dia, somente uma coisa me chamava atenção: - A voz que cantava um pranto há milênios se transformara num acorde de ritmos naturais. Pensei que algo do outro lado da vida me chamava, mas repensei nas condições que minha alma ainda tinha que trabalhar aqui. Ainda não é tempo de despedidas. O tempo parecia de agradecimentos. Como o silencio me envolvia, tratei de pensar na gratidão que sentia. A vida passa, as coisas mudam, mas o que é verdadeiro não muda e não dissolve nesta selva de mundo. Imundo. Seria tão bom tudo mais limpo, mais unido, mas pacifico. mas o homem quer viver na guerra, não se ouve, não se cuida...se nega, e renega a bondade de estender a mão e dizer eu QUERO  te ajudar.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Prática verborrágica do nada

Positive!
Uma música das palavras introspectivas dum cara que não viu a vida com bons olhos
Negative!
Parcimônia, meu amigo, parcimônia, aconteça o que acontecer...
Ninguém te acolhe com carinho com seus defeitos a flor da pele
Não existe ninguém aqui na terra neutro
Não existe, algo neutro...
Ta tudo ácido...
E você ta pálido
Tetragrama num canto gregoriano
Matéria em pauta
No canto da parede o espirito dum velho amigo
Principiando sentimentos tão frios
E aquela guerra que podia ter acabado
Estaria só começando
Pare, eu canto:
Quão grande és tu, Senhor
Salto projetado
Teu primogênito 
Tua Mãe
Suor
Pingando
Chuva
Derreto...

Sutilmente a morte


Único e grandioso assunto a ser comentado
                         V I D A
Surge como num relance a imagem de algumas pessoas 
Pessoas que amo, pessoas que não sinto nada
Mas mesmo assim as imagens se entrelaçam
Numa espécie de união
Ou reunião
Aceito
Não, não muito...
Mas tento utilizar o medo pra me dar amparo
Novamente reclusão
E logo ali existe um pavio aceso
Prestes a explodir 
E aí você se da conta e reclama: Putz, minha vida já acabou...

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Em breve!

Este blog anda meio sem novidades criativas, é que estou num momento meio retraído da minha criatividade emocional...mas em breve voltarei!!!

"Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor".

terça-feira, 17 de maio de 2011

Relatos de sensitividade

Não há nada criado pelo homem que possa definir o que Deus criou e o que carregamos aqui na nossa alma. Desde criança posso sentir com a alma o que é invisivel aos olhos da materialidade. Ainda não consegui usar essa energia para fazer bem aos outros e muito menos a mim mesma, desabafo...
Eu sinto a energia que invade minha alma vindo de outras pessoas...como se uma música tomasse conta de mim...musicas boas...ruins...de tudo. E o pior é sentir a energia das pessoas que você mais sente carinho, eu nunca gostei de ver as pessoas sofrerem, por mais que hoje em dia aceito mais o sofrimento como aprendizado mas é complicado pra minha alma se sentir bem vendo sofrimento no meio dessa corrente de amor.
*
Por um momento parei
Orei
E vi através de um véu enigmático
A presença duma força contagiante
Por onde andava, mes amis?
Não sei
Tudo é o Mistério
Acreditei 
segui em frente
mesmo sabendo que poderia cair
Caí 
me desabei
e vi que eu era simplesmente
 aprendiz 
E pedi a Ele:
Me ensina ser feliz?
Prontamente vi que a felicidade 
sempre esteve presente
só eu não via 
achava que pra ser feliz era preciso 
só dar risada
ter muito dinheiro
mas pra ser feliz é preciso 
experimentar a tristeza
ver o sofrimento dos que a gente ama
e oferecer tua mão aos caídos

Quero toda a luz que vim aqui na terra buscar...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Da sombra à luz



Previsível.
Um céu tranquilo que condizia com o coração daquela gente.
Mas como nada neste mundo desassosego é imutável, 
rajadas de fogo no coração de um e de outro.
Ao meu ver, o barulho era o sossego.
Mas não existia nenhum mistério intransigente
Existia sinceridade sem cautela e cautela na ação.
Surgiam perguntas naturais...
Assim, naquele momento, eu gostaria de ver-te novamente.
Colocar a vitrola com uma canção européia desconhecida
E talvez ensaiar um balançar-a-cabeça.
Naquele tempo em que não se acreditava mais em amor
Eu o sentia
E poderia acreditar que aquelas preces feitas 
Tinham um vigor interessante
Não porque poderiam ser cumpridas.
Somente por serem preces
Dúvidas permaneciam sem respostas
E os olhos das perguntas pareciam bem mais brilhantes
Depara-se com o desconhecido 
Aí então o conhecido envolve o pensamento
E aí então confirma-se algo
Me anulo? ou te firo
Nem um, nem outro
Te amo e me amo.
Sinta o abraço.
Aquela gente vazia se encheu de bem-querer.
Ah! Eu te quero eternamente!



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mando-te luz e amor

Submundo é o que vivemos.
O mundo mesmo é do outro lado.
O lado sem negatividades toscas.
Sem complicações exageradas.
Me armo e amo.
Mas minha arma, não é alma
É dura comigo e com os outros que amo;
Indubitavelmente me convenço
Que se tu amas, jogue fora as armas
Mune tua alma de sinceridade 
é a maior chance de tudo vencer.
Pra ser vencedor é preciso amar-se
Visto que pra ser vencedor é preciso perder
Pra vencer ainda mais.

******************

Dez Maneiras de Amar a Nós Mesmos

1 - Disciplinar os próprios impulsos.
2 - Trabalhar, cada dia, produzindo o melhor que pudermos.
3 - Atender aos bons conselhos que traçamos para os outros.
4 - Aceitar sem revolta a crítica e a reprovação.
5 - Esquecer as faltas alheias sem desculpar as nossas.
6 - Evitar as conversações inúteis.
7 - Receber o sofrimento o processo de nossa educação.
8 - Calar diante da ofensa, retribuindo o mal com o bem.
9 - Ajudar a todos, sem exigir qualquer pagamento de gratidão.
10 - Repetir as lições edificantes, tantas vezes quantas se fizerem necessárias, perseverando no aperfeiçoamento de nós mesmos sem desanimar e colocando-nos a serviço do Divino Mestre, hoje e sempre.
* * *

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Paz e Renovação.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A grande muralha

O que nos separa dos nosso reais instintos
Separa também as pessoas das demais
Porque ninguém mais se escuta direito?
Se a voz maior está aí dentro?

*


 Isso me lembra essa música do Lenine:



quarta-feira, 16 de março de 2011

Augusto dos anjos, o cara!

Augusto dos Anjos...um dos melhores poetas que conheço. 
Obsessivo, pra ele o amor se transforma em ódio, certas coisas repugnância mas mesmo assim, tem um lirismo característico, um lirismo surreal.
Aqui vai a minha preferida, e uma das poucas poesias que tenho guardada na cabeça e na alma:


"Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!




Acostuma-te à lama que te espera!

O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.




Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.




Se a alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!"

segunda-feira, 14 de março de 2011

Ampulheta


Enquanto isso...
pensei em desistir
pensei em me lesar
pensei em me corrigir
pensei em me acorrentar
pensei que não conseguiria
pensei que minha poesia não valia a pena...
e pensei sofrendo em tudo isso
Daí vi que a alegria de viver 
era ser mais eu
era conseguir saber quem eu sou
e se fosse pra fazer algo "errado" que fosse sabendo que 
mesmo errado valeria a pena.
Espero que eu não me abandone mais
porque quem não sabe o que procura...
não entende quando encontra.
O tempo sacode a poeira 
Ou ao invés disso faz-se ampulheta
grão por grão vão se juntando e,
as imagens de cada grão fazem vida à imagem viva de cada grão.
Que sempre foi vida...mas eu não tinha visto.


sexta-feira, 11 de março de 2011

Ponderação

Quando você olha para o horizonte...sente que seu mundo é bem maior do que só um dia, do que só um lugar e do que só seu umbigo. Você pensa no bem que pode fazer e no mal que pode repensar...Faço um ensaio ao meu modo da minha vida e vejo que posso conseguir tudo o que realmente desejo. 
Antes desejava uma coisa...hoje desejo milhares...

quinta-feira, 10 de março de 2011

Cade a poesia?

Eu te peço perdão por não perdoar
Por ter esquecido a minha culpa junto de você
Me lembro de quando as coisas eram leves
e as feridas superficiais.
Não tenho mais minha alegria
Ela se foi com tua paz.

Reedição

Dois mil anos

Não existe como definir sentimentos. Ela parecia totalmente mergulhada numa só oração. Não ouvia mais o que sua consciência estava querendo dizer. Não ouvia nem a própria alma. Pegou então uma faca e simulou sua morte. Alguma coisa dizia que ainda não era hora de partir. Lembrou da morte daquele amigo próximo e cabisbaixa pediu perdão por ter pensado nisso, entretanto tais pensamentos fizeram revolução na sua mente. Meditou.
...

Mahal,
Não queira rotular seus sentimentos
Se o amor que sentem por você é isso
Não duvide que seja amor...

....

Nenhuma palavra alheia a fez refletir. Nenhuma pessoa queria seu bem, muito menos seu mal. O que ela tinha de errado?
Parou. Parou de pensar.
Mas ainda assim vinha em sua mente tudo o que havia acontecido. Se não fosse tão sincera tudo teria sido abafado. Tudo poderia estar bem.
Não.
As coisas tem que mudar.
Não existe vida onde se tem sentimentos duvidosos. A dúvida é negação. Já a negação afirma o contrário as vezes.
E ela sofrega, tensa e quieta se despede da sua fraudulenta atuação. Hoje ela quer sua ajuda. Sua própria ajuda.

....

Mahal,
Princesa do sorriso
Jogue fora tuas jóias e aceite o amor que ele te quer abençoar
Volte a sorrir tuas habilidades e esqueça os que te querem sofrer
Anoiteça
Amanheça
E abrace a si mesma com as circunstâncias mais bonitas.
Você já tem seu amor.

....

(...) não se despeça com saudade!

Eu fico triste quando chega o carnaval...ou quando ele se vai?



Carnaval...muito excesso, pouca roupa, muita sacanagem enrustida em propagandas de cerveja.
Carnaval? O melhor feriado pra se viajar...? Isto é, se você não morrer na estrada.
Pois é...o carnaval é uma via de mão dupla.
Diversão...catástrofes
Alegrias...tristezas
Cria-se toda uma atmosfera de que a coisa vai ser diferente...neste ano...se torce pra não morrer tanta gente, se torce pra escola de samba fulana de tal ganhar, se torce pra se fuder mais e pegar as mais gostosas do bloco.
Mas daí o tal do carnaval passa.
E o Brasil começa a querer funcionar?
Como assim?
Críticas a parte, o carnaval voltaaa, já to com saudade!

Dogma

5 Proposição apresentada como incontestável e indiscutível.


Desmistificando, parei meus olhos num ponto do horizonte. E alguma coisa dentro de minha alma dizia que tudo ia passar...ou mudar...ou...




*

Sentada na grama, lembrei da música, mas a frase que perseguia minha mente era: 
♫Mas "a dúvida é o preço da pureza"

É inútil ter certeza ♪

Pois era isso que estava vivendo.
Não havia certeza...
De nada
Talvez acreditasse que a vida poderia recomeçar...

terça-feira, 1 de março de 2011

Depressonite aguda

Admito 
O óbvio
Tenho medo
do medo
do precipício
E me rendo
Sofrimento...
Fito
o ego
me desapego 
do erro

Vida
menina
choro
desalento
que mais tem que acontecer?

Cadê a vida
menina?
sumiu
escafedeu?
meu deus
Cadê eu?
Não acho
a vida
Cegueira triste
Tristeza cega

A vida é linda
Não confunda
Mas eu confundi
E hoje estou
as margens 
do rio da vida
tentando me banhar...
Caracol
Me faz refletir:
eu estou aí?

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Andando em circulo

Inquietude... a alma berra
Um lacto vacilo vivo
O que fazer? 
Pra onde ir?
Fazer o quê?
Pra pqp
Relaxa
O mundo está perdido?
Viva! Viva!
A gasolina subiu
O salário diminuiu
E as crianças não tem nem o que comer
Pelo que vejo sempre foi assim
O que vale mesmo é o material
Quem quer saber o que eu sinto?



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sonetinho de fim de tarde

Me esperando... Ele estava ali plantado com a sinceridade. Nascendo flores do seu eu-lírico. E era terno, bonito e tinha um corpo que na minha concepção era o mais lindo que já vi. Não nasci pra habitar o mundo contemporâneo que rega a beleza física com pseudo-gotas-de-ouro. ainda bem que habitava o deserto-de-mim-mesma.Gostava muito da composição dele. Estilo. Tinha nos seus braço um dragão. Pra quem o via de longe era o mais terrível de toda a nação, mas de perto cuspia gotas de caramelo. Eu, morava na parte baixa da cidade onde havia um jardim enorme e cultivava as rosas, as mais lindas que já vi. Passava o dia observando a movimentação daquele universo. De noite ia até a parte mais alta e brincava com as estrelas. Ele, um espírito tão rico e extremamente empírico me abraçava e a cada dia nos tornávamos mais próximos. Foi aí que o dragão morreu. E, nós, soluçamos de tanto chorar...Com o passar do tempo nos curamos. Aí então eu virei ele e vice-versa. O avesso de dentro. ´Fomos companheiros durante toda a existência emblemática numa face da terra. quando esse habitat deixamos, brincávamos de esconder nas nuvens...e o céu sorria.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Pra começar bem o dia!

 

É, eu vou lhe dizer uma coisa
Acho que você vai entender
Quando eu disser o que é
Eu quero segurar sua mão
Eu quero segurar sua mão
Eu quero segurar sua mão

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Fé - licidade

A única coisa que estou sentindo: 
Frio na barriga.

Quando parece que as coisas não dão certo, você desiste de você mesmo e pensa que não há mais caminhos habitáveis com alegria.
Tudo errado.
Fé, minha gente!
Sem ela a gente não consegue ser.
Eu, depois de esquecer que eu era a personagem principal
Agora estou na primeira fila me aplaudindo de pé
Acho meu papo no mínimo interessante 
E minha beleza não se resume a nada físico
Vai além da compreensão que se quer ter
Querer não é poder
Mas o desejo que se cria 
É a fé em harmonia 

*
A sexta-feira me traz desejos tão sinceros!


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cor na tela

A parada obrigatória nunca existiu
Assim como o tudo e o nada

***



Pessoas caladas num canto da sala
estão observando seus próprios umbigos
Todavia
Existe um menino sorrindo
Com seu caça-borboletas
Imaginando que o campo de trigo é bom pra correr
E vendo o mundo como se fosse um sonho
Eu, que estava observando
Fui até ele e lhe dei minha alma
E, ele, com todo seu encanto,
Me sorriu.
Eu sabia que conhecia aquele semblante de algum lugar
Mas mesmo assim não consegui decifrar
Enigmático e amparador
Me deu seu caça borboletas 
E nos pusemos a correr
Naquela sala ninguém nem percebeu 
Que o encanto da vida era mais que realidade
Que quando duas almas se encontram
Calçadas de coragem e reciprocidade
Nos fazem comer nuvens do céu
O melhor manjar dos Deus
Nossas borboletas eram as mais encantadoras
E desde então nunca mais paramos de procurá-las
Caçar nossas próprias borboletas
E viver dançando com elas
Sacudindo estrelas...


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Fuga merecida

Principalmente quando estava chacoalhando com o vento...perdi meus olhos, minha cabeça e meu coração...
*

Eu descubro o que eu posso, não vim aqui por ninguém. Humanos é o que somos. Vejo meu sorriso colorido nas águas daquele pequeno rio. Num solo de gaita ri comigo mesma. A brevidade das coisas simples e boas se faz na cabeça de todo mundo, entretanto todos preferem dar mais tempo aos detalhes obscuros. E procuram as coisas simples a todo tempo. Eu, calçada de introspecção, nesta segunda-feira me fingi de morta. Observando somente alguns movimentos dentro da minha casa. Nada pude perceber, nem queria na verdade. Pra mim é emboscada. Onde cada dia uma pessoa morre. Dois já se foram...quem é o próximo? Eu sonho sim com um lugar mais calmo, menos embaçado, pequeno, iluminado e colorido pra viver...vim aqui pra esse mundo pra ter vida, a morte quando chegar que chegue depois da felicidade.Hoje não tenho mais nada pra dividir com vcs amados leitores. Hoje preciso de paz. 
Quieta e pensante me despeço!

**

sábado, 5 de fevereiro de 2011

A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.

Leonardo Da Vinci


Arte.
Uma palavra simplesmente terna.
E ela se emprega na vida de quem a traduz
Arte de viver
Arte de pensar
Arte de amar
Criatividade
Arte em movimento
Um texto
Uma pintura
Uma palavra 
Um gesto
A música

A arte é brilho
LUZ
Mesmo demonstrando tristeza ou ira tua essência
A essência da arte é a atividade
Não basta te-la só num pensamento
Ela é o teu pensamento em forma real
Uma realidade surreal
Uma sincronicidade com os deuses...

 





terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

o auto retrato...

Retrato


"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida a minha face?"

Cecília Meireles





Eu poderia ficar de quarentena
vendo cinema
e imaginando coisas que poderiam acontecer
Mas minha alma saboreou
A animada conversão
do ódio em amor
do fracasso em sucesso
e me deu de presente a cura para o tormento
daí me fiz luz a escuridão que me habitava
e comprei um violão pra aprender a fazer canções
pras minhas redações
que com um toque natural
virariam até bordões desse que tocam corações
Rima por rima
fico com a minha
pintada a mão e feita com coragem
um dia contarei minha história num livro
falarei de tudo o que aconteceu
não precisa vender pra todos
mas gostaria que aqueles alguns aprendessem também
que a vida é presente
e ela foi feita no papel mais sublime
e que todo mundo tem sorte de estar no mundo
e que situações não devem interferir na tua bela alma
que está com você e só você conhece
mas para o mundo você pode mostrá-la
mostrar o quanto você faz a diferença
daquela mais pequena palavra até o gesto mais belo
não importa o quanto sofra, o que importa é o destino dessa viagem
pode ser que só veja o que há de negro, mas
pode ser que veja o que foi misturado pra criar o negro
as cores mais belas que existem
não acredito que posso dizer
o tanto de amor que desperdicei
mas se vejo isso é porque comecei a me entender
e ver que por trás da carranca que carreguei
existe a mais bela menina
e a mais forte mulher
que um dia tive o prazer de conhecer.
Calma gente
não uso o exagero
nem a modéstia é minha amiga
mas na verdade só estou enxergando o que antes não via...



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Me encontre no fim do arco iris...


Peguei o carro e parti pela estrada, liguei o rádio e coloquei uma música desconhecida. Já não pensava mais na tristeza do dia anterior, era como se eu estivesse sob um efeito transcendental...e era. Comecei a falar em voz alta comigo mesma e a partir daí criar uma comunicação com a pessoa mais próxima de mim...eu mesma. Como diz o ditado: tão longe, tão perto. Relembrei a minha vida há 7 anos atrás. Poderia escrever aqui milhares de qualidades, eu me reconhecia. Mas a vida nos apresenta momentos sensacionais e ao mesmo tempo atrozes. Senti uma sincronicidade do universo comigo. Mesmo assim não deixei as lembranças se dissiparem. Relembrei. E foi tão bom. Lembranças boas de uma vida simples, mesmo sendo na capital. Adorava o cheiro do café que eu fazia. Adora aquele apartamentinho desconfortável e pequeno. E eu me via completamente inocente. Nunca contei com o azar...a sorte era uma companheira inseparável. No carro naquele momento uma palavra também fazia parte da situação, uma palavra que não estava presente há muito tempo, o equilibro. Cheguei ao destino da minha corrida e com gestos suaves me coloquei diante de outras pessoas. E ali me senti tão perto de mim, por mais invisivel que parecesse a minha história para todos eles, me senti tão envolvida comigo mesma que a segurança que tanto procurava mesmo meio timida estava tentando se aproximar e com o coração mais sossegado me aproximei e consegui colocar palavras em situações inesperadas. Sincronicidade. Me senti grande naquele lugar natural. Tão grande quanto a natureza que me cercava. E atrai olhares de desconfiança e outros de satisfação. E, na volta, agradeci a todas a divindades por ter me dado a chance de fazer tudo isso e agradeci a mim mesma por tudo ter sido assim. Ensaiei um tropeço, mas como já disse o universo inteiro queria me ver de pé. Então, mais próxima da neutralidade de inspirações negativas, adormeci sorrindo.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Principios do precipício


Sentou-se na beira da calçada e mesmo não pedindo nada, alguém passou e em reação a sua desolação lançou-lhe uma moeda. Sentiu pena de si mesma.Não havia ali uma lágrima, nem vontade de viver. O sentimento que a segurava ainda nesse mundo era a esperança, a esperança de um dia se sentir digna de alguma coisa. Egoísmo, meu anjo, estás colhendo tudo o que plantaste - disse a voz de um espírito próximo. E continuou: não ouse não sofrer! tua chaga vai ficar aberta até que você coloque pra fora todo o espasmo que a faz inflamar. Então ela olhou pra ele e acenou com a cabeça.
Abençoados os que pecam. Amaldiçoados os que não se recuperam.
Pensou que não devesse mais fazer nada igual, nada. Sempre disponível pra fazer o bem, mas cada erro a levava pro inferno. A sua alma a condenava a cada passo em falso que dava. Lançou seu pensamento a felicidade que já tivera na vida, agora com um nó na garganta só sabia se lamentar, se desculpar pelos erros que os outros poderiam se ofender, e abriu mão da paz para fazer do amor um lança-chamas perigoso.
Olhou para a rua agora só existia ela e o canto da cigarra.
Pobre coitada, suja, imunda, perseguida e injustiçada...Não!!! - gritou - não sou nada disso.
E conseguiu chorar, um choro raivoso, envenenado.
um choro de alguém que se magoou por ela e por terceiros. Um choro de rejeição e de libertação.
A busca da paz deve continuar.
Aqui ou em outro plano. Ela não conseguia imaginar sua vida sem suas crenças. Nunca havia dito que por mais sofrimento que a fizeste ter, tinha entregado sua vida ao Deus de misericórdia que acreditava e num sonho ele havia lhe dito: filha, confia! não há nada que você peça que eu não escute, escuto os desejos das suas mais escondidas entranhas, já que entregou tua vida pra mim...confia! - e ela confiou (à sua maneira)...Com tudo isso na lembrança adormeceu e sonhou com suas batalhas, guerras, sorrisos e lembranças e sentiu que a solidez de algo nobre a esperava.
Daí então teve vontade de dar mais um passo a vida e então, foi viver...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vamos fazer um anti social?


Pensou como sua vida era pobre de acontecimentos exteriores, mas no seu interior crescia uma energia descomunal. Desde que isso começara a acontecer, tudo tinha criado um eixo, uma regra. A regra desregrada. Pólos magnéticos. Antônimos.

Reza
Medita
Pede
Necessita

Não entendo como a sociedade, esse monstro de barba branca, se auto flagela. Não consigo entender tanta regra submetida a mais regras. Não existe piedade, não existe sequer controle. Não faça isso. Beba isso. Case. Brinde. Não esqueça de ser bonita. Diga Feliz Ano Novo.
Se com um grito pudesse matar tudo isso: berraria!

Reza Medita
Pede Necessita

Principio de um colapso. Nervoso ou não...um colapso. Cardíaco, congestivo. Do caralho!
Poesia medíocre.
Estado civil.
Sonhos fúteis.
a futilidade da vida em sociedade.
Não nos diga o que você quer...faça o que nós ditamos.

Você nasce.
Cresce.
Conhece uma pessoa que passa a não suportar.
Casa.
mas antes termina a merda da faculdade.
E tem filhos e diz a eles: não faça isso que a sociedade não vai te aceitar...
Ah! e tem o patrimônio que deve deixar pros outros gastar.
Se matar de trabalhar....
Ficar velho
Morrer.
E um bem ao próximo?
E um bem a você mesmo?
Doação?
Nada...melhor seguir a rotina do meu umbigo.
E isso me da nojo.

Reza Medita Pede Necessita

Linear
Prosaico

Tudo bem.
Não aceitará nada disso;
Felicidade, meus amigos, se inventa!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dois mil anos

Não existe como definir sentimentos. Ela parecia totalmente mergulhada numa só oração. Não ouvia mais o que sua consciência estava querendo dizer. Não ouvia nem a própria alma. Pegou então uma faca e simulou sua morte. Alguma coisa dizia que ainda não era hora de partir. Lembrou da morte daquele amigo próximo e cabisbaixa pediu perdão por ter pensado nisso, entretanto tais pensamentos fizeram revolução na sua mente. Meditou.
...

Mahal,
Não queira rotular seus sentimentos
Se o amor que sentem por você é isso
Não duvide que seja amor...

....

Nenhuma palavra alheia a fez refletir. Nenhuma pessoa queria seu bem, muito menos seu mal. O que ela tinha de errado?
Parou. Parou de pensar.
Mas ainda assim vinha em sua mente tudo o que havia acontecido. Se não fosse tão sincera tudo teria sido abafado. Tudo poderia estar bem.
Não.
As coisas tem que mudar.
Não existe vida onde se tem sentimentos duvidosos. A dúvida é negação. Já a negação afirma o contrário as vezes.
E ela sofrega, tensa e quieta se despede da sua fraudulenta atuação. Hoje ela quer sua ajuda. Sua própria ajuda.

....

Mahal,
Princesa do sorriso
Jogue fora tuas jóias e aceite o amor que ele te quer abençoar
Volte a sorrir tuas habilidades e esqueça os que te querem sofrer
Anoiteça
Amanheça
E abrace a si mesma com as circunstâncias mais bonitas.
Você já tem seu amor.

....

(...) não se despeça com saudade!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Hoje assisti um documentário sobre Ferreira Gullar, poeta,crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo.
E me deparei com poesias maravilhosas...
Veja esta:

Aprendizado

Do mesmo modo que te abriste à alegria
abre-te agora ao sofrimento
que é fruto dela
e seu avesso ardente.

Do mesmo modo
que da alegria foste
ao fundo
e te perdeste nela
e te achaste
nessa perda
deixa que a dor se exerça agora
sem mentiras
nem desculpas
e em tua carne vaporize
toda ilusão

que a vida só consome
o que a alimenta.